OS MERCADOS ORIENTAIS, NA VISÃO DO SETOR IMOBILIÁRIO BRASILEIRO

Missão da Fiabci destaca peculiaridades da China, atual maior parceiro comercial do Brasil.

08/07/2009, São Paulo, SP - Na última terça-feira (07, julho), na sede do Secovi/SP, empresários do setor imobiliário reuniram-se com a finalidade de ouvir as impressões colhidas por seus pares durante visita ao Japão e à China, organizada pelo capítulo brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci/Brasil).

“A China é a esquina do mundo”, disse João Crestana, presidente da entidade, ao iniciar a explanação sobre as impressões colhidas durante a visita, e acrescentou: “Com um invejável mercado que reúne 1,3 bilhão de consumidores, a China desbancou, neste ano, os Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil. De janeiro a maio, os chineses importaram US$ 7,6 bilhões em mercadorias brasileiras, 34% mais do que em idêntico período do ano passado”.

O presidente do Sinduscon/SP disse que o impressionou o apego dos chineses ao planejamento, destacando que esta constatação é flagrante na área urbanística.

“Há em Shangai avenidas de 20 quilômetros, com 15, 20 pistas. Preservação também é ponto de honra na China. Existe uma lista do patrimônio a ser preservado e transformado em cultura, mas não para ser abandonado”, disse Crestana, mencionando também o impacto positivo experimentado com os parques lineares chineses, vistos tanto em Shangai como em Pequim, e a surpresa com o alto custo das moradias: “Uma habitação popular tem hoje o metro quadrado cotado entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil”, lembrou.

O executivo acrescentou que a visita à China e ao Japão permitiu perceber grandes contrastes urbanos. “Estes países conseguem aliar tradição e modernidade, de forma exemplar. Em Shangai, por exemplo, edificações antiquíssimas convivem com prédios de mais de 80 andares. No Japão, chamaram atenção as soluções adotadas para driblar a carência de espaços, como a adoção de escadas externas em edifícios”.

“A cultura é algo que se destaca, tanto na China como no Japão, porque os dois países são muito diferentes do Brasil”, expôs Crestana. Ele lembrou que, com uma cultura que remonta há seis mil anos, os chineses se consideram o centro do mundo. “Considerando o tamanho da população, talvez eles até tenham razão”, concluiu o dirigente do Secovi.