VENDAS DE APARTAMENTOS NA REGIÃO CRESCERAM 15% NESTE ANO


Promoções de preços realizados pelas construtoras puxaram as vendas no primeiro semestre
As vendas de imóveis verticais novos no ABCD aumentaram 15% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011. A pesquisa divulgada nesta terça-feira (04/09) pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) revela ainda que houve as promoções de apartamentos de luxo, iniciativa que influenciou positivamente o resultado. Por conta deste desempenho, os estoques estão bem abaixo da média.
Neste primeiro semestre foram vendidos 3.412 unidades. A quantidade é superior às vendas do mesmo período dos últimos três anos. Os apartamentos com dois dormitórios lideraram as vendas com 61% das unidades, seguido dos empreendimentos com três dormitórios com 33%. Já os apartamentos de quatro quartos, apesar de representar 4% das unidades, foi considerado pelo presidente da entidade, Milton Bigucci, os responsáveis pelo resultado positivo do período e também por eliminar os estoques. "Os apartamentos de luxo receberam ações de vendas com promoções de em média 15% mais baratos. E por isso os municípios que venderam mais unidades foram São Bernardo, São Caetano e Santo André com mais empreendimentos deste patamar".
Os apartamentos de luxo custam em média na Região de R$ 700 mil a R$1,2 milhão.
O estoque total de apartamentos é de 3.423 unidades. "Essas ações de vendas e os baixos lançamentos contribuíram para diminuir os estoques. É normal as construtoras esperarem diminuír os estoques para lançar outros empreendimentos. O estoque geralmente é de cinco mil unidades, então isso demonstra que essas ações foram eficazes", afirmou Bigucci.
Imóveis novos sobem em 2014
A disponibilidade de terrenos para os empreendimentos imobiliários no ABCD estão cada vez menor. Com as novas leis de zoneamento aprovadas em alguns municípios como São Caetano e São Bernardo, que restringiram o tamanho das construções, os novos imóveis poderão custar ainda mais caro.

Para Bigucci somente a partir de 2014 é que o setor enfrentará este problema, já que todos os projetos em andamento ou que ainda serão erguidos até esta data, já foram protocolados e aprovados nas prefeitura antes das alterações. "O terreno continuará com o mesmo valor, só que em um espaço que construíamos 40 apartamentos, poderemos construir a metade. Com certeza o custo disso acabará em parte revertida ao consumidor."