ALUGUEL NOVO SOBE 1,3% EM JULHO, SEGUNDO SECOVI-SP



Imóveis de 3 dormitórios tiveram o maior aumento, de 1,7%, mostra pesquisa do Sindicato da Habitação
Os contratos novos de locação residencial fechados em julho na capital paulista registraram variação média de 1,3% frente ao mês de junho, segundo pesquisa mensal realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Com esse resultado, a evolução dos aluguéis na cidade de São Paulo nos últimos 12 meses encerrados em julho foi de 18,1%.

Já os contratos em andamento têm subido menos. Os aluguéis que aniversariam em agosto e são atrelados ao IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), da Fundação Getúlio Vargas, serão reajustados em 8,36%. "Esse descompasso entre a variação dos aluguéis novos e antigos ocorre porque a procura de moradias para locação está bem mais elevada, na cidade de São Paulo, do que a oferta", esclarece Francisco Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimon ial e Locação do Secovi-SP. Segundo ele, para reverter esse quadro no médio prazo seria preciso criar mecanismos de incentivo para as pessoas investirem em unidades destinadas à locação, como isentar os proprietários do pagamento de Imposto de Renda sobre o aluguel recebido.

Em julho, foram as moradias de 3 dormitórios que tiveram os maiores aumentos. Seu preço subiu em média 1,7% em comparação com os valores praticados em junho. Os imóveis de 2 quartos aumentaram 1,3% e os de 1 dormitório, 1%.

As casas e os sobrados foram alugados mais rapidamente que os apartamentos em julho. Demoraram de 12 a 28 dias para serem locados, ao passo que os apartamentos escoaram em mais tempo. Seu IVL (Índice de Velocidade de Locação), que mede em número de dias quanto tempo um imóvel vago leva para ser alugado, oscilou de 17 a 36 dias.

O tipo de garantia mais usado nos contratos de locação residencial em julho foi o fiador, opção de 47,5% dos proprietários dos imóveis. O depósit o de até 3 meses de aluguel foi utilizado em 32% dos casos e o seguro-fiança, em 20,5%.