IMÓVEIS: OS BAIRROS MAIS CAROS E BARATOS DE SP E RJ


Você procura um apartamento à venda na cidade de São Paulo, próximo ao Ibirapuera? Você provavelmente encontrará um imóvel de 90 m² custando cerca de R$ 850 mil. No Rio de Janeiro, um apartamento nas mesmas condições, próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, deve custar mais de um milhão de reais.

Os preços dos imóveis assustam?

Segundo o índice FineZap, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço do metro quadrado dos imóveis das duas capitais podem ser bastante discrepantes dependendo da região em que estão localizados – mesmo que estejam relativamente próximos.

É o caso dos imóveis analisados nas regiões do Jardim Umarizal e do Itaim Bibi, ambos na zona sul de São Paulo. A distância não é maior que 12 km, mas no primeiro bairro o metro quadrado do imóvel custa cerca de R$ 3.500, enquanto que no segundo ele está próximo de R$ 10 mil.

No Rio de Janeiro, a diferença de preços pode ser ainda maior. O valor pode ir de R$ 1.100 em Anchieta, na zona norte, aos exorbitantes R$ 19.754 cobrados no Leblon, na zona sul.

O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, afirma que no Rio os obstáculos naturais limitam as áreas onde se pode construir nos bairros nobres, elevando os preços. Um prédio no Leblon foi lançado há um ano e meio em que o preço do metro quadrado ia de R$ 30 mil a R$ 50 mil. E teve fila de espera para comprar.

Segundo o economista, a valorização no preço dos imóveis dos bairros mais nobres do Rio e de São Paulo se deve por vários fatores, como a melhora da renda da população e a subida no custo dos insumos, tais como os terrenos, os materiais de construção e a mão de obra.

Sobretudo, a explicação está na demanda. “Os imóveis custam mais porque tem gente que paga. Nós não criamos um mercado virtual, ele responde às necessidades da cidade”, aponta Petrucci.

Preços nas capitais

Veja abaixo quais são as cinco regiões mais caras e mais baratas das duas capitais. Os valores correspondem ao preço do metro quadrado.

São Paulo

As mais caras:

    Vila Nova Conceição – R$ 12.100
    Jardim Paulistano – R$ 10.139
    Jardim Europa – R$ 10.090
    Ibirapuera – R$ 9.916
    Itaim Bibi – R$ 9.764

As mais baratas:

    Guaianazes – R$ 2.750
    Vila Curuçá – R$ 2.984
    Grajaú – R$ 3.132
    Jaraguá – R$ 3.134
    Vila Carmosina – R$ 3.147

Rio de Janeiro

As mais caras:

    Leblon – R$ 19.754
    Ipanema – R$ 17.403
    Lagoa – R$ 14.709
    Gávea – R$ 14.094
    Jardim Botânico – R$ 13.785

As mais baratas:

    Anchieta – R$ 1.100
    Senador Camará – R$ 1.375
    Pavuna – R$ 1.784
    Brás de Pina – R$ 2.173
    Cavalcanti / Eng. Leal / Vaz Lobo – R$ 2.368

Por que esses dados são importantes?

Embora ainda exista forte valorização no preço dos imóveis nas regiões mais nobres, a desaceleração já começou há alguns. “Os preços podem estar se aproximando do equilíbrio”, diz Simone Santos, diretora da imobiliária Herzog, de São Paulo. “Mas a região da Faria Lima, epicentro do mercado imobiliário da cidade, será a última a sentir esse esfriamento, porque a demanda realmente é muito alta”, ela diz.

Já as regiões mais baratas das capitais podem ser foco de investimento para os próximos anos. A região de Itaquera, por exemplo, deve valorizar nos próximos anos como reflexo dos investimentos que estão sendo feitos em metrô e vias para a Copa do Mundo.

As áreas mais baratas podem ser alvo para construção de prédios comerciais, como alternativa para quem não pode pagar o alto valor dos bairros nobres. O importante é lembrar sempre da abordagem inteligente em relação aos seus objetivos e planos para comprar um imóvel. Uma boa entrada, parcelas que não excedam 30% da renda mensal e uma escolha cuidadosa seguem sendo passos fundamentais para realizar este sonho.